FMI prevê crescimento da economia portuguesa de 2,3% este ano e 1,5% em 2024

O FMI prevê um crescimento da economia portuguesa de 2,3% este ano e de 1,5% em 2024 e uma redução da taxa de inflação para 5,3% em 2023 e para 3,4% em 2024, foi hoje divulgado.

© FMI

Na atualização das projeções económicas mundiais, divulgadas hoje no âmbito das reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, que decorrem esta semana em Marraquexe (Marrocos), a instituição revela-se ligeiramente mais pessimista do que em junho sobre o crescimento económico português, mas mais otimista em relação à evolução da inflação este ano.

Em junho, a instituição previa um crescimento da economia portuguesa de 2,6% este ano e de 1,8% em 2024, apontando para uma redução da inflação de 8,1% em 2022 para 5,6% em 2023 e 3,1% no próximo ano.

No entanto, em abril, o FMI projetava um crescimento de 1% este ano e 1,7% em 2024.

A previsão do FMI para este ano, divulgada hoje, horas antes da entrega pelo Governo português do Orçamento do Estado para 2024 (OE2024) e na qual este deverá melhorar a previsão para este ano face aos 1,8% inscritos no Programa de Estabilidade, passa a estar próxima do Conselho das Finanças Públicas (2,2%) e do Banco de Portugal (2,1%).

O FMI prevê ainda que a taxa de desemprego suba dos 6,1% registados em 2022 para 6,6% em 2023 e recue ligeiramente para 6,5% em 2024.

A instituição de Bretton Woods espera ainda que o saldo da balança corrente portuguesa passe de -1,2% em 2022 para 1,3% este ano e 1,1% em 2024.

Últimas de Economia

O Banco de Portugal (BdP) está “a acompanhar” o tema das comissões no MB Way e “a avaliar os respetivos impactos”, após a Deco ter alertado para o risco de aumento dos custos associados a este serviço.
Os novos créditos ao consumo somaram 638,5 milhões de euros em junho, mais 0,3% em termos homólogos, mas 11,6% abaixo do mês anterior, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A greve na easyJet registou na quinta-feira uma adesão de cerca de 70%, a mesma taxa que é esperada para o dia de hoje, revelou a companhia, adiantando que até ao momento as operações decorrem com normalidade.
O número de falências declaradas na União Europeia (UE) subiu 3,1% no segundo trimestre em comparação com os três primeiros meses do ano passado, principalmente na construção, atividades financeiras, comércio e indústria, foi hoje anunciado.
Mais de metade (52,8%) dos desempregados no primeiro trimestre deste ano continuava sem emprego no segundo trimestre, tendo 28,5% encontrado trabalho, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
A incubadora de empresas do Instituto Politécnico da Guarda acolhe em setembro a terceira ‘startup’ de capital americano para desenvolver uma plataforma que estabeleça correspondência entre estudantes e propostas de emprego em todo o mundo.
Os proveitos totais do setor do alojamento turístico nacional subiram 12,3% no primeiro semestre, para 2.778 milhões de euros, devido principalmente às dormidas de não residentes, que cresceram 5,8%, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O Índice de Custo do Trabalho (ICT) aumentou 7,2% no segundo trimestre em relação ao período homólogo de 2023, acelerando ligeiramente o ritmo de subida face ao primeiro trimestre (6,6%), anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O número de passageiros nos aeroportos nacionais aumentou 5,2% no primeiro semestre, para 32,9 milhões, tendo sido registados máximos históricos nos valores mensais na primeira metade do ano, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.
A taxa de inflação homóloga fixou-se nos 2,5% em julho, menos 0,3 pontos percentuais do que em junho, confirmou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).